31102014Sex
AtualizaçãoQua, 18 Jun 2014

Artigos

AMIZADE

TEMA: — AMIZADE

E, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil. Mateus 5:41

 

Do programa de Evangelização - Planos de aula

Da União Espírita Mineira

TEMA: 6.25 — AMIZADE

A) IDEIAS BÁSICAS

  • · A riqueza espiritual da amizade nos aproxima uns dos outros com o desejo sincero de amar e servir, ajudar e edificar para a felicidade que todos almejamos.
  • “Amigos” foi a titulação mais expressiva que Jesus destacou do vocabulário para definir os companheiros.
  • Os laços da amizade, quanto os do amor, crescem cada vez mais, aquecendo e iluminando os Espíritos.
  • O amigo em nosso caminho é mais importante do que todos os bens que possamos acumular em nosso derredor, pois a amizade supre as necessidades do Espírito, enquanto aqueles dizem respeito apenas às necessidades transitórias do corpo.
  • Quem socorre o irmão apenas nos dias de infortúnio, exerce a piedade que humilha, o ver­dadeiro amigo acentua a alegria dos entes amados, multiplicando-a.
  • O espírita sabe que pode cultivar valiosas amizades, tanto na Terra, quanto nos círculos espirituais, desdobrando o amor desinteressado em favor do próximo.
  • Se uma amizade pode nos servir na existência física, muito mais útil será no Plano Espiri­tual, quando deixarmos o corpo, pois, grande é a felicidade daquele que regressando à Pátria Espiritual, encontra amigos a acolhê-lo e orientá-lo em sua jornada.
  • Cultivar, pois, amizades sinceras, é amealhar Paz, Alegria e Progresso na senda espiritual que nos aguarda a todos.

 

B) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PARA A PREPARAÇÃO DO ORIENTADOR

1.Bases Evangélicas — Mateus: 4:23 a 25 — 5:43 e 44 — 9:15 — 10:11 a 14— 20:13 —22:1a4—26:50.Marcos:3:1a6---10:13a16.Lucas:7:6—7:34--5:18—11:l5 a 18 — 12:4 — 14:10 — 15:6 — 15:9 — 16:9 — 21:16 —23: 12.João:3 :29 — 11:11.Atos:                10:24 — 19:31 — 27:3.1 Timóteo: 6 :2.Tiago: 2:23. Velho Testamento —Juízes:18 :15

 

2.  Bases Doutrinárias — Livro dos Espíritos: 160, 297, 386  a 391, 417, 766  a 768, 937 e 938 — O Evangelho Segundo o Espiritismo:Cap. 4, itens 18, 19 e  22.

 

3.  Obras Subsidiárias — Alvorada  Crista: Caps. 18 e 42 — Amizade: Prefácio — Astronautas do

Além:          Cap. 6 — Caminho, Verdade e Vida: 86 — De Irmão para Irmão: Cap. 1 — Dicionário da Alma: Prefácio; “Amizade” — Glossário Espírita: “Sugestões de Amigo” — Livro da Esperança: Cap. 35 — Nosso Livro: Caps. 24 e 40 — Palavras de Emmanuel: Caps. 18 e 24 —Palavras de Vida Eterna: Caps. 50, 91, 110 e 174 — Pão Nosso: Caps. 76, 111 e 112 — Passos da Vida: Cap. 13 — Retratos da Vida: Cap. 1 — Rumos Libertadores: Caps. 31 e 48 — Sementes da Vida Eterna: Caps. 12 e 47.

 

C) REFERÊNCIAS PRÁTICAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA AULA

Jardim e 1 Ciclo — Os pais e os filhos — Os dentes de uma engrenagem — Os elos de uma cor­rente — Os colegas de escola e a ajuda mútua — as joaninhas e as plantas — A chuva e as plantas

—                                          O óleo lubrificante e a máquina — As letras do alfabeto — Os animais domésticos e nós — A ostra e a pérola — Os pássaros e as plantas — A árvore e o ninho de passarinho ou a casa de joão-de-barro — O lápis que se consome e nós — Os vagões de uma composição — Jesus e seus discípulos — Os atletas de uma seleção — O Índio e ma tribo — Lembrar o Aniversário de alguém.

 

D) CONCLUSÃO EVANGELICO-DOUTRINÁRIA

  • E importante perceber que devemos cultivar a amizade sincera evitando a amizade por puro interesse em qualquer que seja a situação.
  • O amigo é uma benção divina, porque é ele que nas horas difíceis nos fortalece e nas nossas realizações sabe nos estimular na construção do melhor.
  • Por outro lado o inimigo, que é, quase sempre, o amigo traído por nós no passado, é aquele capaz de identificar os nossos erros, medindo a nossa resistência na hora do testemunho e apontando-nos a extensão da obra que nos compete realizar.
  • Por isso que Jesus diz-nos: “Amai os vossos inimigos”. Ele não quer com isso, qualquer sacrifício de nossa parte, mas sim que, saibamos agradecer ao amigo do passado, que nos corrige as faltas, guardando-nos o passo em caminho melhor.
  • Na fase evolutiva em que estamos, precisamos do amigo que nos encoraja e do inimigo que nos observa, isso porque o amigo traz a cooperação e o inimigo forma o teste.

 

Pergunta do Livro dos Espíritos:297

297. Continua a existir sempre, no mundo dos Espíritos, a afeição mútua que dois seres se consagraram na Terra?

“Sem dúvida, desde que originada de verdadeira simpatia. Se, porém, nasceu principalmente de causas de ordem física, desaparece com a causa. As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e duráveis do que na Terra, porque não se acham subordinadas aos caprichos dos interesses materiais e do amor-próprio.”

 

 

 

BASES  BÍBLICAS

Mateus 5 : 43 a 45

43.  Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.

44.  Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;

45.  Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.

Mateus 9: 15

15.  E disse-lhes Jesus: Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão.

Mateus 10:11  a 14

11.  E, em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai saber quem nela seja digno, e hospedai-vos aí, até que vos retireis.

12.  E, quando entrardes nalguma casa, saudai-a;

13.  E, se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; mas, se não for digna, torne para vós a vossa paz.

14.  E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés.

João 15:13

13.Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.

Mateus 26:50

  1. 50. Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam.

Bases doutrinárias

  • o Livro dos Espíritos

160. O Espírito se encontra imediatamente com os que conheceu na Terra e que morreram antes dele?

“Sim, conforme à afeição que lhes votava e a que eles lhe consagravam. Muitas vezes aqueles seus conhecidos o vêm receber à entrada do mundo dos Espíritos e o ajudam a desligar-se das faixas da matéria. Encontra-se também com muitos dos que conheceu e perdeu de vista durante a sua vida terrena. Vê os que estão na erraticidade, como vê os encarnados e os vai visitar.”

297. Continua a existir sempre, no mundo dos Espíritos, a afeição mútua que dois seres se consagraram na Terra?

“Sem dúvida, desde que originada de verdadeira simpatia. Se, porém, nasceu principalmente de causas de ordem física, desaparece com a causa. As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e duráveis do que na Terra, porque não se acham subordinadas aos caprichos dos interesses materiais e do amor-próprio.”

386. Podem dos seres, que se conheceram e estimaram, encontrar-se noutra existência corporal e reconhecer-se?

“Reconhecer-se, não. Podem, porém, sentir-se atraídos um para o outro. E, freqüentemente, diversa não é a causa de íntimas ligações fundadas em sincera afeição. Um do outro dois seres se aproximam devido a circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que na realidade resultam da atração de dois Espíritos, que se buscam reciprocamente por entre a multidão.”

 

a) - Não lhes seria agradável reconhecerem-se?

“Nem sempre. A recordação das passadas existências teria inconvenientes maiores do que imaginais. Depois de mortos, reconhecer-se-ão e saberão que tempo passaram juntos.” (392)

387. A simpatia tem sempre por princípio um anterior conhecimento?

“Não. Dois Espíritos, que se ligam bem, naturalmente se procuram um ao outro, sem que se tenham conhecido como homens.”

 

388. Os encontros, que costumam dar-se, de algumas pessoas e que comumente se atribuem ao acaso, não serão efeito de uma certa relação de simpatia?

“Entre os seres pensantes há ligação que ainda não conheceis. O magnetismo é o piloto desta ciência, que mais tarde compreendereis melhor.”

 

389. E a repulsão instintiva que se experimenta por algumas pessoas, donde se origina?

“São Espíritos antipáticos que se adivinham e reconhecem , sem se falarem.”

 

390. A antipatia instintiva é sempre sinal de natureza má?

“De não simpatizarem um com o outro, não se segue que dois Espíritos sejam necessariamente maus. A antipatia, entre eles, pode derivar de diversidade no modo de pensar. À proporção irá desaparecendo e a antipatia deixará de existir.”

 

391. A antipatia entre duas pessoas nasce primeiro na que tem pior Espírito, ou na que o tem melhor?

 

“Numa e noutra indiferentemente, mas distintas são as causas e os efeitos nas duas. Um Espírito mau antipatiza com quem quer que possa julgar e desmascarar. Ao ver pela primeira vez uma pessoa, logo sabe que vai ser censurado. Seu afastamento dessa pessoa se transforma em ódio, em inveja e lhe inspira o desejo de praticar o mal. O bom Espírito sente repulsão pelo mau, por saber que este o não compreenderá o porque díspares dos dele são os seus sentimentos. Entretanto, consciente da sua superioridade, não alimenta ódio, nem inveja contra o outro. Limita-se a evitá-lo e a lastimá-lo.”

417. Podem Espíritos encarnados reunir-se em certo número e formar assembléias?

“Sem dúvida alguma. Os laços, antigos ou recentes, da amizade costumam reunir desse modo diversos Espíritos, que se sentem felizes de estar juntos.”

Pelo termo antigos se devem entender os laços de amizade contraída em existências anteriores. Ao despertar, guardamos intuição das idéias que haurimos nesses colóquios, mas ficamos na ignorância da fonte donde promanaram.

766. A vida social está em a Natureza?

“Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.”

 

767. É contrário à lei da Natureza o insulamento absoluto?

“Sem dúvida, pois que por instinto os homens buscam a sociedade e todos devem concorrer para o progresso, auxiliando-se mutuamente.”

 

768. Procurando a sociedade, não fará o homem mais do que obedecer a um sentimento pessoal, ou há nesse sentimento algum providencial objetivo de ordem mais geral?

“O homem tem que progredir. Insulado, não lhe é isso possível, por não dispor de todas as faculdades. Falta-lhe o contacto com os outros homens. No insulamento, ele se embrutece e estiola.”

Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas umas às outras se completam, para lhe assegurarem o bem-estar e o progresso. Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não insulados.

937. Para o homem de coração, as decepções oriundas da ingratidão e da fragilidade dos laços da amizade não são também uma fonte de amarguras?

“São; porém, deveis lastimar os ingratos e os infiéis: serão muito mais infelizes do que vós. A ingratidão é filha do egoísmo e o egoísta topará mais tarde com corações insensíveis, como o seu próprio o foi. Lembrai-vos de todos os que hão feito mais bem do que vós, que valeram muito mais do que vós e que tiveram por paga a ingratidão. Lembrai-vos de que o próprio Jesus foi, quando no mundo, injuriado e menosprezado, tratado de velhaco. Seja o bem que houverdes feito a vossa recompensa na Terra e não atenteis no que dizem os que hão recebido os vossos benefícios. A ingratidão é uma prova para a vossa perseverança na prática do bem; ser-vos-á levada em conta e os que vos forem ingratos serão tanto mais punidos, quanto maior lhes tenha sido a ingratidão.”

 

938. As decepções oriundas da ingratidão não serão de molde a endurecer o coração e a fechá-lo à sensibilidade?

“Fora um erro, porquanto o homem de coração, como dizes, se sente sempre feliz pelo bem que faz. Sabe que, se esse bem for esquecido nesta vida, será lembrado em outra e que o ingrato se envergonhará e terá remorsos da sua ingratidão.”

 

a) - Mas, isso não impede que se lhe ulcere o coração. Ora, daí não poderá nascer-lhe a idéia de que seria mais feliz, se fosse menos sensível?

“Pode, se preferir a felicidade do egoísta. Triste felicidade essa! Saiba, pois, que os amigos ingratos que os abandonam não são dignos de sua amizade e que se enganou a respeito deles. Assim sendo, não há de que lamentar o tê-los perdido. Mais tarde achará outros, que saberão compreendê-lo melhor. Lastimai os que usam para convosco de um procedimento que não tenhais merecido, pois bem triste se lhes apresentará o reverso da medalha. Não vos aflijais, porém, com isso: será o meio de vos colocardes acima deles.”

 

A Natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado. Um dos maiores gozos que lhe são concedidos na Terra é o de encontrar corações que com o seu simpatizem. Dá-lhe ela, assim, as primícias da felicidade que o aguarda no mundo dos Espíritos perfeitos, onde tudo é amor e benignidade. Desse gozo está excluído o egoísta.

 

  • Evangelho Segundo o Espiritismo

CAP IV – ITENS 18, 19 E 22

A reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe

 

18. Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princípio oposto, sim, os destrói. No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa, porquanto, ao regressarem à erraticidade, novamente se reúnem como amigos que voltam de uma viagem. Muitas vezes, até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui reunir-se numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento.

Cada vez menos presos à matéria, mais viva se lhes torna a afeição recíproca, pela razão mesma de que, mais depurada, não tem a perturbá-la o egoísmo, nem as sombras das paixões. Podem, portanto, percorrer, assim, ilimitado número de existências corpóreas, sem que nenhum golpe receba a mútua estima que os liga. Está bem visto que aqui se trata de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à destruição do corpo, porquanto os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos. Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem. Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre. No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu.

 

19. A união e a afeição que existem entre pessoas parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou, Daí vem que, falando-se de alguém cujo caráter, gostos e pendores nenhuma semelhança apresentam com os dos seus parentes mais próximos, se costuma dizer que ela não é da família. Dizendo-se isso, enuncia-se uma verdade mais profunda do que se supõe. Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e por efeito dos cuidados que se lhes dispensam. O caráter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatizas se esvaem. E desse modo que se opera a fusão das diferentes categorias de Espíritos, como se dá na Terra com as raças e os povos.

22. Isso quanto ao passado. Quanto ao futuro, segundo um dos dogmas fundamentais que decorrem da não-reencarnação, a sorte das almas se acha irrevogavelmente determinada, após uma só existência. A fixação definitiva da sorte implica a cessação de todo progresso, pois desde que haja qualquer progresso já não há sorte definitiva. Conforme tenham vivido bem ou mal, elas vão imediatamente para a mansão dos bem-aventurados, ou para o inferno eterno. Ficam assim, imediatamente e para sempre, separadas e sem esperança de tornarem a juntar-se, de forma que pais, mães e filhos, mandos e mulheres, irmãos, irmãs e amigos jamais podem estar certos de se verem novamente; é a ruptura absoluta dos laços de família. Com a reencarnação e progresso a que dá lugar, todos os que se amaram tornam a encontrar-se na Terra e no espaço e juntos gravitam para Deus. Se alguns fraquejam no caminho, esses retardam o seu adiantamento e a sua felicidade, mas não há para eles perda de toda esperança. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal em que se enterraram. Com a reencarnação, finalmente, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, e, daí, estreitamento dos laços de afeição.

 

  • Obras subsidiárias

 

Livro: caminho, verdade e vida – Emmanuel

86

 

JESUS E OS AMIGOS

“Ninguém tem maior amor do

que este: de dar alguém a vida pelos

seus amigos.” — Jesus. (JOÃO, 15:13.)

 

Na localização histórica do Cristo, impressiona-nos a realidade de sua imensa afeição pela Huma­nidade.

Pelos homens, fez tudo o que era possível em renúncia e dedicação.

Seus atos foram celebrados em assembléias de confraternização e de amor. A primeira manifestação de seu apostolado verificou-se na festa jubilosa de um lar. Fez companhia aos publicanos, sentiu sede da perfeita compreensão de seus discípulos. Era ami­go fiel dos necessitados que se socorriam de suas virtudes imortais. Através das lições evangélicas, nota­-se-lhe o esforço para ser entendido em sua infinita capacidade de amar.

A última ceia representa uma paisagem completa de afetividade integral. Lava os pés aos discípulos, ora pela felicidade de cada um...

Entretanto, ao primeiro embate com as forças destruidoras, experimenta o Mestre o supremo aban­dono. Em vão, seus olhos procuram a multidão dos afeiçoados, beneficiados e seguidores.

Os leprosos e cegos, curados por suas mãos, haviam desaparecido.

Judas entregou-o com um beijo.

Simão, que lhe gozara a convivência doméstica, negou-o três vezes.

João e Tiago dormiram no Horto.

Os demais preferiram estacionar em acordos apressados com as acusações injustas. Mesmo de­pois da Ressurreição, Tomé exigiu-lhe sinais.

Quando estiveres na “porta estreita”, dilatando as conquistas da vida eterna, irás também só. Não aguardes teus amigos. Não te compreenderiam; no entanto, não deixes de amá-los. São crianças. E toda criança teme e exige muito.

 

Livro – Palavras de vida eterna – Emmanuel

50

CONFIEMOS ALEGREMENTE

“Regozijai-vos sempre.” — Paulo. (1 TESSALONICENSES, 5:16.)

 

Lembra-te das mercês que o Senhor te concede pelos braços do tempo e espalha gratidão e alegria onde estiveres...

Repara as forças da Natureza, a emergirem, serenas, de todos os cataclismos.

Corre a fonte cantando pelo crivo do charco...

Sussurra a brisa melodias de confiança após a ventania destruidora...

A árvore multiplica flores e frutos, além da poda...

Multidões de estrelas rutilam sobre as trevas da noite...

E cada manhã, ainda mesmo que os homens se tenham valido da sombra para enxovalhar a terra com o sangue do crime, volve o Sol, em luminoso silêncio, acalentando homens e vermes, montes e furnas.

Ainda mesmo que o mal te golpeie transitoriamente o coração. recorda os bens que te com­põem a riqueza da saúde e da esperança, do trabalho e do amor, e rejubila-te, buscando a frente...

Tédio é deserção.

Pessimismo é veneno.

Encara os obstáculos de ânimo firme e es­tampa o otimismo em tua alma para que não fujas aos teus próprios compromissos perante a vi­da.

Serenidade em nós é segurança nos outros.

O  sorriso de paz é arco-íris no céu de teu semblante.

“Regozijai-vos sempre” — diz-nos o apóstolo Paulo.

E acrescentamos:

- Rejubilemo-nos em tudo com a Vontade de Deus, porque a Vontade de Deus significa Bondade Eterna.

 

91

APREÇO

“Dando sempre graças a Deus por tu­do em Nosso Senhor Jesus Cristo”.—   Paulo. (EFÉSIOS, 5:20.)

 

O Universo é uma corrente de amor, em movimento incessante. Não lhe interrompas a fluência das vibrações.

Nesse sentido, recorda que ninguém é tão sacrificado pelo dever que não possa, de quando em quando, levantar os olhos ou dizer uma frase, em sinal de agradecimento.

Considera sagradas as tuas obras dê obrigação, mas não te esqueças do minuto de apreço aos outros.

Os pais não te discutem o carinho, entretanto, multiplicarão as próprias forças com o teu gesto de entendimento; os filhos anotam-te a bondade, no entanto, experimentarão novo alento com o teu sorriso encorajador; os colegas de ação conhecem-te a solidariedade, mas serão bafejados por renovadora energia, perante a reafirmação de teu concurso espontâneo, e os companheiros reconhecem-te a amizade, contudo, entesouram estímulos santos, em te ouvindo a mensagem fraterna.

Ninguém pode avaliar a importância das pequeninas doações.

Uma prece, uma saudação afetuosa, uma flor ou um bilhete amistoso conseguem apagar longo fogaréu da discórdia ou dissipar rochedos de sombra.

Não nos reportamos aqui ao elogio que es­traga ou à lisonja que envenena. Referimo-nos à amizade e à gratidão que valorizam o trabalho e alimentam o bem.

Por mais dura seja a estrada, aprende a sorrir e a abençoar, para que a alegria siga adiante, incentivando os corações e as mãos que operam a expansão da Bondade Infinita.

O próprio Deus nunca se encontra tão excessivamente ocupado que não se lembre de sustentar o Sol, para que o Sol aqueça, em seu nome, o último verme, na última reentrância abismal.

 

110

NO CAMPO DO AFETO

“...Tudo o que o homem semear, isso também ceifará.”— Paulo. (GALATAB, 6:7.)

 

 

Quase sempre, anelamos trato diverso e melhor, por parte daqueles que nos rodeiam.

Ansiamos pela afeição que nos compreenda os intentos mais íntimos; que se mantenha invariável, sejam quais sejam as circunstâncias; que nos escute sem reclamar, nos momentos mais duros; que nos releve todas as faltas; que não nos exija tributações de carinho; que não nos peça impostos de gratidão; que nos encoraje e sustente nos dias tristes e nos partilhe o contentamento nas horas de céu azul...

Suspiramos pelo entendimento integral e pela amizade perfeita; entretanto, se rogamos afetos marcados por semelhantes valores, é indispensável comecemos a ser para os outros esse amigo ideal.

Se desejamos recolher amor e paciência, nas manifestações do próximo, saibamos distribuí-los com todos aqueles que nos partilham a marcha.

Bondade forma bondade.

Abnegação gera abnegação.

A palavra do apóstolo Paulo é clara e franca nesse sentido:

“Tudo o que o homem semear, isto também ceifará”.

 

174

AMIGOS DE JESUS

“Vós sois meus amigos se fizerdes o que eu vos mando.” — Jesus. (JOAO, 15:14.)

 

Em toda parte, Cristo possui:

legiões de admiradores, mas os tiranos da Humanidade também as adquiriram;

multidões de partidários, entanto, os verdugos de nações igualmente as tiveram;

grupos de incensadores, todavia os promotores das guerras de assalto e de extermínio também lhes conheceram a adulação;

filas de defensores intransigentes, contudo, os inimigos do progresso igualmente as enumeraram junto de si;

assembléias de analistas, no entanto, os chefes transviados, que passaram nas eminências da História, ainda hoje contam com elas.

Jesus, até agora, é cercado entre os povos mais cultos da Terra de inúmeros crentes e fanáticos, seguidores e intérpretes, adoradores e adversários, mas os empreiteiros da desordem e da crueldade também os encontram.

Fácil reconhecer que os comandantes da per­turbação e da delinqüência não conhecem amigos, de vez que o tempo se incumbe de situá-los no ponto certo que lhes cabe na vida, extinguindo a hipnose de ilusão com que se jungem aos companheiros. Crista, porém, dispõe de amigos reais, que se multiplicam em todas as regiões do planeta terrestre, à medida que os séculos se lhe sobrepõem à crucificação. E esses amigos que existem, rio seio de todas as filosofias e crenças, não se distinguem tão-só por legendas exteriores, mas, acima de tudo, porque se associam a Ele, em espírito e verdade, entendendo-lhe as lições e praticando-lhe os ensinos.

 

Livro: Pão Nosso – Emmanuel

76

AS TESTEMUNHAS

“Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço.” — Paulo. (HEBREUS, 12:1.)

Este conceito de Paulo de Tarso merece considerações especiais, por parte dos aprendizes do Evangelho.

Cada existência humana é sempre valioso dia de luta — generoso degrau para a ascensão infinita —          e, em qualquer posição que permaneça, a criatura estará cercada por enorme legião de testemunhas. Não nos reportamos tão-somente àquelas que constituem parte integrante do quadro doméstico, mas, acima de tudo, aos amigos e benfeitores de cada homem, que o observam nos diferentes ângulos da vida, dos altiplanos da espiritualidade superior.

Em toda parte da Terra, o discípulo respira rodeado de grande nuvem de testemunhas espirituais, que lhe relacionam os passos e anotam as atitudes, porque ninguém alcança a experiência terrestre, a esmo, sem razões sólidas com bases no amor ou na justiça.

Antes da reencarnação, Espíritos generosos endossaram as súplicas da alma arrependida, juizes funcionaram nos processos que lhe dizem respeito, amigos interferiram nos serviços de auxílio, contribuindo na organização de particularidades da luta redentora... Esses Irmãos e educadores passam a ser testemunhas permanentes do tutelado, enquanto perdura a nova tarefa e lhe falam sem palavras, nos refolhos da consciência. Filhos e pais, esposos e esposas, irmãos e parentes consangüíneos do mundo são protagonistas do drama evolutivo, Os observadores, em geral, permanecem no outro lado da vida.

Faze, pois, o bem possível aos teus associados de luta, no dia de hoje, e não te esqueças dos que te acompanham, em espírito, cheios de preocupação e amor.

 

IMAGENS E HISTORINHAS LEGAIS