31102014Sex
AtualizaçãoQua, 18 Jun 2014

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Sugestão de Atividades e Material de Apoio

SUGESTÕES DE ATIVIDADES E MATERIAL DE APOIO PARA DESENVOLVIMENTO DE TEMAS

 

Segundo a proposta da Filosofia Espírita para Crianças

 

 

 

 

 

 

Organização: Rita Foelker

Parte II

 

 

Conteúdo:

 

Equilibrando o tripé

(por Cristina Helena Sarraf)

Temas:

5. REENCARNAÇÃO

5 a . LEI DE REPRODUÇÃO

6. EVOLUÇÃO

6 a . LEI DE PROGRESSO

6 b . LEI DE CONSERVAÇÃO

7. LIVRE-ARBÍTRIO

7 a . LEI DE LIBERDADE

8. CAUSA E EFEITO

8 a . LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE

 

 

Agir por reflexo é impulso, agir por reflexão é educação, é conquista.

(Jaime Togores, do Grupo FEPC)

 

Equilibrando o tripé

Equilibrar a vida pelo uso do tríplice aspecto do Espiritismo

 

Cristina Helena Sarraf / Grupo CEM / 2003

 

Desde remotos tempos, busca o ser humano respostas ao porque de sua existência, de onde teria vindo, para onde irá, porque e como existe o planeta e o Universo. Esses questionamentos iniciaram o que chamamos de pensamento filosófico, porque filosofia é amor ao saber.

Depois, nasce no ser humano a necessidade de comprovar, provar, experimentar, e assim ele descobre o pensamento científico.

Mas as escolhas e ações do ser humano geram conseqüências e ele passa a observar que o seu comportamento beneficia ou prejudica, é bom ou ruim. E aí então, surge o pensamento moral.

Filosofia, Ciência e Moral são os três tipos de raciocínios que se pode fazer neste planeta, nesta fase que vivenciamos, já que para o futuro, certamente outras formas surgirão.

A religião, tendo dominado a Antigüidade e a Idade Média, deu ênfase ao pensamento filosófico (aos iniciados) e ao pensamento moral (para o povo em geral). Mas os formatou e condicionou a sua maneira de pensar, criando para a humanidade uma grande dificuldade de estabelecer o pensamento científico, já que impediu o descobrir, o pesquisar e o analisar, impondo a crença pelo medo. Também quanto aos raciocínios filosófico e moral, ela os limitou e estancou, criando idéias de que certa é apenas a filosofia de vida que estabeleceu e certa é apenas a moral formatada segundo seus interesses e necessidades circunstanciais. Assim, ficou o ser humano limitado ao pensar como a sua religião queria e comportar-se como ela exigia.

Verificada a impossibilidade de ser como lhe impuseram, e sendo punido exatamente por isto, estabeleceu-se em cada pessoa um processo incontrolável de desenvolvimento da culpa e do medo. Seu único caminho, portanto, foi a hipocrisia para ostentar e a insegurança para viver.

Poucos tiveram coragem e condições de romper com esta situação e questionaram, experimentaram e transformaram as idéias,  as formas pré-fabricadas de pensar e os dogmas. Apesar de punidos e mortos, foram empurrando a humanidade para o desenvolvimento do pensamento científico.

Mas a Ciência é o que os Homens são. E como antes se adoravam as religiões, passou-se a adorar a Ciência, sem entender que ela é apenas fruto da forma de pensar de cada cientista. Não há Ciência sem haver antes a filosofia de vida que a determina.

Excluindo o exame do funcionamento íntimo/espiritual do ser humano, de suas emoções e sensações, a Ciência caminhou fundo, criando a aparência de que apenas alguns humanos poderiam ser cientistas, como antes se pensava que só alguns poderiam entender os deuses ou filosofar.

Da forma que foi se firmando, a Ciência manteve o pensamento elitista e autocrático das religiões e dos soberanos, deixando o povo do outro lado da “cerca”, ou seja, do lado oposto ao do conhecimento, da pesquisa e das descobertas.

Mas o “plano” divino jamais falha e, na hora oportuna, vem o Espiritismo, trazendo na linguagem dos Espíritos da Codificação os três tipos de raciocínio, de forma integrada: o filosófico, o científico e o moral. E inicia para o nosso mundo uma era nova do pensamento, pois passamos a saber que todos nós temos capacidade para reconhecer, analisar e direcionar nossa vida, através de questionar, experimentar e transformar, conscientemente, sem necessidade de diplomas ou distinções sociais para se fazer isso.

Questionar, usando o pensamento filosófico sobre todos os detalhes da vida, levantando sem temor ou preconceitos os porquês, o como, e cada detalhe de tudo.

Experimentar, usando o pensamento científico em tudo o que se possa pensar, para que essas experiências permitam verificar quais são os melhores pensamentos, as opções mais eficientes, os pensamentos que resolvem para se viver melhor, promovendo o crescimento pessoal e social.

Transformar, usando do discernimento para agir conforme cada um pensa e sente e conforme foi constatado que é o melhor. Criando a verdadeira moral, que é o comportamento consigo, com os demais e com a vida, não por causa de regrinhas predeterminadas, e sim como fruto do raciocínio lógico e do experimentar, ajustando-se perfeitamente ao que foi ensinado por Jesus (amar ao próximo como a si mesmo e não fazer ao outro o que não gostaria que fizessem com você).

Situações de relacionamentos, pessoais, familiares, sociais, profissionais e da Casa Espírita  podem e devem ser examinadas à luz deste Tripé.

Observe se você não está esquecendo um ou dois pés do tripé. Por exemplo: quando uma pessoa diz que evangeliza crianças, demonstra que não está fazendo nada mais do que querer implantar a moral formal dos códigos religiosos, porque para ensinar a moral espírita é preciso despertar o pensamento filosófico sobre os ensinamentos espíritas e levá-los para a prática. Aí então será possível discernir e melhorar a moral, conscientemente, o que passa a ser um patrimônio da pessoa e não uma obediência temerosa a uma regra imposta e muitas vezes não compreendida.

Equilibrar o Tripé é exatamente isso: despertar para a necessidade de filosofar, experienciar e conquistar as mudanças morais, como conseqüência natural dessa ação consciente, dinâmica e sequencial.

Na verdade, em tudo na vida o tripé está acontecendo sem que percebamos, pois tudo funciona na base de se ter um motivo, vivê-lo ou não e mudar o comportamento como fruto da experiência feita. A mudança será para melhor, para pior ou fortalecerá a rotina, pois depende de como podemos encarar a situação, no momento em que ocorre. Depois já será outra coisa, novos raciocínios serão feitos, porque o pensamento estará sustentado no primeiro tripé. E assim por diante.

Se dentro de nós o tripé funciona naturalmente, ter uma postura aberta, participativa e respeitosa com as pessoas, leva a trocarmos idéias (filosofia), dividirmos experiências (ciência) e adotarmos comportamentos (moral), pela observação e pelo que aprendemos absorvido delas. Se formos fechados, exclusivistas, o tripé circula dentro de nós mas não recebe a contribuição dos outros, estabelecendo rotina e dor.

Para quem quer descobrir como tudo isso funciona, sugerimos na prática diária a aplicação do tripé de forma contínua e consciente, facilitando muito o viver.

Por exemplo: estou insegura quanto a tal decisão. Como me ajudar através do tripé?

1o. questionar/ filosofar - O que estou sentindo? Insegurança. Por que? Porque não sei como decidir. Onde está a dificuldade? É que sendo um Espírito em evolução há momentos em que não sei o que é melhor para mim. E o que seria melhor, independentemente desse assunto? O melhor seria sempre......   Estou baseando estes raciocínios na cabeça (idéias preconcebidas, orgulho e quero-quero-quero), ou na verdade da alma, naquilo que sou eu de verdade? ..... E assim por diante, sem julgar, condenar, criticar ou constranger-se. Mas, usando a filosofia espírita, ir encontrando um caminho viável de entendimento ou de hipótese.

Lembrar a filosofia espírita básica: somos Espíritos imortais, reencarnantes, em evolução contínua, usando o livre arbítrio conforme se possa, gerando conseqüências naturais  pela lei de causa e efeito, atuando sobre o fluídos (mudando a qualidade do perispírito) e percebendo a atuação dos desencarnados através da mediunidade.

2o. experimentar/ ser cientista experimental espírita - Após encontrar um caminho plausível (livre-arbítrio), opto por ele e experimento segui-lo, sempre observando o que sinto, como as coisas se fazem e o que posso aprender com isso (causa e efeito). Se a experiência for positiva ou negativa, não cairei na tentação da culpa, porque essa postura não é espírita e porque fiz o melhor que podia, naquele momento.

O método experimental espírita é: agir – observar - analisar – agir – observar – analisar etc. e depois concluir, quando houver elementos suficientes. Refazer a ação ou reformular ou o que for necessário, porque já se tem base para discernir.

3o. transformar/ melhoria moral - Durante o processo de experiências, foi possível ir percebendo, sentindo, entendendo mais a meu respeito, à luz do Espiritismo.  Fortaleci pontos frágeis, reformulei algumas idéias e atitudes. Observei comportamentos que já são incoerentes,“mofados”, “pensamentos do ano mil”, reações condicionadas, hábitos mentais desnecessários ou prejudiciais,muitos pensamentos que não resolvem nada, pelo contrário, só me complicam e me atrapalham.

Com auto-respeito, compreensão e persistência, haverá a gradativa alteração comportamental necessária e possível. Isto representa que melhorei moralmente, pois só há transformação após experimentar e para isso é necessário ter uma razão de vida (filosófica).

Quando não há prática/experimentação do que é aceito como verdades espíritas, permanecemos como somos. Isso nos deixa insatisfeitos e ficamos nos pressionando para sermos melhores e frustrando-nos como sempre, numa atitude negativa e eminentemente contrária aos ensinos da nossa Doutrina.

O verdadeiro espírita se reconhece por sua transformação moral. É aquele que todo dia examina e usa o que aprende no Espiritismo e não quem já está perfeito na conduta, disse-nos Kardec.

 

 

 

 

 

SUGESTÕES DE ATIVIDADES E MATERIAL DE APOIOPARA DESENVOLVIMENTO DE TEMAS

Segundo a proposta da Filosofia Espírita para Crianças

Parte II

 

5. REENCARNAÇÃO

LE – questões 166 a 171 e 222

 

Sugestão 5.1: Livro e proposta de atividade (Idade sugerida: 4 a 6 anos)

 

A Vida (Coleção Sementinha de Luz)

 

Sementinha de Luz é uma coleção da Ed. Lachâtre escrita pela Cléo de Albuquerque Mello e ilustrada por mim, Rita. O terceiro volume, A Vida, trata da reencarnação de um jeito encantador para crianças pequenas. Num certo trecho, ele diz: Até você vai e volta. Vai e volta para este nosso mundo tantas vezes que vai perder a conta. Você pode até mudar por fora. Mas será sempre o mesmo espírito criado por DEUS!

A proposta de atividade, depois do conto, é:

1. Apresentar um cartaz onde estejam traçados cenários de cidade, campo, selva, praia, como se fosse uma destas plantas de loteamento.

2. A criança será convidada a fazer de conta que ainda não nasceu e que precisa escolher um lugar para nascer.

3. Quando escolher, ela se desenha no cartaz, escolhe um nome para si mesma e pode falar sobre esta “vida” que vai ter, se quiser.

 

Observação: Este cartaz poderá ser aproveitado nos temas Lei de Reprodução e Lei de Progresso.

 

Sugestão 5.2: Proposta de Atividade utilizando o material das sugestões 4.1 e 2 a .2, por Rita Foelker (Idade sugerida: 5 a 8 anos)

Escolhendo papéis

 

1. Usaremos o material das aulas sobre Lei de Igualdade e

Os Espíritos na erraticidade, ou seja, os bonecos de papel

com as roupinhas e as caixas representando os dois planos.

2. Cada criança receberá um boneco e a proposta é fazer

roupas usadas em determinadas profissões como, por

exemplo, bombeiro, médico, cozinheira, vendedor, jardineiro, pintor,

advogado, mergulhador, etc. Quando as roupas estiverem

prontas, vamos refletir sobre algumas de suas

características: proteção, praticidade, aparência, finalidade.

3. Contamos, então, uma história de um certo personagem

que está no mundo espiritual, estudando, trabalhando,

aprendendo... Um dia, ele olha para a Terra e tem vontade

de viver novamente aqui, para usar o que tem aprendido e ensinar às pessoas coisas importantes. Então, ele se imagina com várias roupagens, ou seja, em várias posições sociais e em diferentes lugares, tentando decidir em que papel ele teria melhores chances de fazer aquilo a que se propõe.

3. Faça o personagem experimentar várias roupinhas e analisar que tipo de vida ele vai ter e o que poderá fazer. O personagem irá consultando as crianças, pedindo sua opinião. Explique que ao reencarnar ganhamos um corpo, que é como uma roupa que com que nos revestimos para fazer aquilo a que nos propusemos.

4. Ao final da história, ele escolherá uma roupa, renascerá na Terra e começará a interagir com os encarnados, fazendo amizade com as crianças.

5. Esta atividade pode ser encerrada com a música “Trocando de Roupa”.

Observação: O molde para o bonequinho fica mais resistente se for recortado de uma embalagem longa vida.

 

Sugestão 5.3: Música (Idade sugerida: todas!), por Jaime Togores

 

Trocando de Roupa

De Jaime Togores e Marcos Canduta

Um dia conversando com um amigo meu

G                                    C/G    D7/F#

Eu perguntei: "- E a vida?" E  ele respondeu:

G                                        C/G    D7/F#

"A vida é muito boa, eu quero é mais viver;

C                  G/B                Am7 D7/F# G

E a minha vontade é sempre aprender."...

G                                        C/G  D7/F#

Que todas as lições que ele armazenar

G                              C/G D7/F#

Em outra existência ele desfrutará

G                              C/G D7/F#

Ainda que seja como intuição

C                    G/B

Com meu espanto ele me deu uma

Am7 D7/F#  G

explicação:

 

(Refrão - 2 vezes)

G      C/G D7/F#

- "É a reencarnação.

G                        C/G D7/F#

A gente troca a roupa de montão

G            C/G D7/F#

E o importante está aí:

C                  G/B                Am7 D7/F# G

Mudamos nosso corpo para progredir"

 

G                                        C/G D7/F#

E me explicou o que é morrer e o que é nascer

G                                  C/G D7/F#

E eu não esperava aquilo aprender

G                              C/G D7/F#

O meu corpo "virou" então um "instrumentão"

C            G/B

Que eu movimento sempre em qualquer

Am7 D/F# G

Direção

 

G                                        C/G D7/F#

Mas as minhas ações, eu tenho que saber,

G                                    C/G D7/F#

Serão analisadas a cada anoitecer

G                                C/G D7/F#

É que eu sou um ser em evolução

C                  G/B                Am7 D7/F# G

Aprimorando a inteligência e o coração

 

(Refrão - 2 vezes)

G      C/G D7/F#

- "É a reencarnação....

 

 

Sugestão 5.4: Livros

 

Maria (Idade sugerida: 4 a 14 anos)

Um tema importantíssimo, estreitamente ligado ao da reencarnação, é a família. Iniciar abordando os laços da família material é um modo de destacar a importância do evento material/espiritual do renascimento.

Creio que o livro Maria (Ed. Mundo Maior) ajuda nisto. Ele fala de Maria grávida de Jesus e traz várias sugestões de atividade. Numa delas, a criança é convidada a refletir sobre a função da família perante o bebê que chega, sobre dar-lhe proteção, afeto e assistência.

 

Rei e Mendigo (Idade sugerida: 9 a 13 anos)

É um livro que escrevi, publicado pela Editora EME. Conta a história de um Espírito que, tendo sua mais recente encarnação como mendigo, sonha em renascer como um rei para fazer o bem aos pobres e à sociedade. Mas quando recebe esta oportunidade, abandona seu compromisso consigo mesmo, até que conhece alguém... o resto, só lendo a história, mesmo!

 

Sugestão 5.5: Descrição de Atividade, por Jaime Togores (Idade sugerida: 8 a 12 anos) - Várias aulas (um projeto).

1. Perguntamos quais são as etapas de uma construção. Surgiram algumas  respostas:Escolha do terreno, plano, planta, escolha do material, definição da utilidade do imóvel, acabamento, etc... Procuramos dar uma ordem ao processo.

2. Pedimos para as crianças listarem as variadas construções que vemos pelacidade: Casas  (térreas/sobrados),  prédios (pequenos/grandes) , shopping, igrejas,lojas, ginásios, estádio, estacionamento, clube, centro espíritas, escolas, cheches,  hospital,  cemitério,  teatro,  cinema,  museu...  a  lista ficou enorme...

3. Pedimos  para  as  crianças  fazer  uma  maquete de uma das construçõescitadas  (fazendo,  primeiramente,  um  planejamento  -  um  dos  itens  da construção - e definir o material da maquete: isopor, papel, papelão, papel cartão).

4.  Construíram  suas  maquetes,  pintaram  e  aí  trouxemos  um  arquiteto(professor  adjunto da Faculdade de Arquitetura para falar conosco sobre as fases  de uma construção - comparamos com as que havíamos listado - , exporvárias  maquetes,  inclusive  em  pvc,  mostrar  trabalhos  seus  - plantas decoradas  e plantas com aprovação na prefeitura -  e ele fez, na hora, umamaquete em papel) e foi excelente.

5.  Pedimos para eles fazerem um boneco (figura humana) que tivesse volume.Sempre fazemos bonecos "chapados" como esse que a Rita enviou para nós. Nós queríamos um feito de papel, mas com volume, como uma maquete. Só duas crianças conseguiram realizar a "obra".

6.  Pedimos  para montarem uma cidade com as maquetes feitas (13 no total).Fizeram  um mapa(plano) na lousa(observamos a forma de trabalho em grupo de cada integrante) e, em seguida, no papel (estamos nesta fase...)

7. Interrompemos para fazer várias perguntas na última reunião: Você acredita que a Natureza tem um planejamento? Se, sim, quem planejou? Você acredita que o nosso Planeta obedece a um planejamento ? Explique ou justifique sua opinião? Você acredita que a nossa vida teve um planejamento ? Se, sim, quando e quem o fez? Quais são as razões que o levam a negar ou afirmar esse planejamento? O  que é mais difícil, na sua opinião, fazer uma construção ou planejar uma "vida", uma existência na Terra? O que seria ou é mais importante num planejamento reencarnatório?

Pois é, amigos, estamos por aqui, nesta fase... Uma vida é uma construção:  cheia  de  fases,  repleta  de detalhes... aparentemente  todas  obedecem  a uma mesma metodologia, mas não são iguais. Uma  família  é  uma  reunião  de  vidas....Uma  cidade  é  uma  família de construções... O proprietário administra a construção, cuida, zela. O espírito é responsável por sua vida. Nas construções existem reformas que renovam ...nas vidas modificações para melhor...

Observação: A idéia  é  realizar,  como  alguém  no  grupo  já  falou: um planejamentoreencarnatório. Fato  descrito  com  detalhes  em  dois  livros:  Missionários  da  Luz(Reencarnação  de  Segismundo  -  André Luiz/Chico Xavier) e Memórias de umSuicida (Camilo Castelo Branco/Yvonne Pereira) ambos da Ed. FEB.Os casos  reencarnatórios  não são padronizados, mas são excelentes fontespara falarmos do amor de Deus e entre as criaturas.

 

Sugestão 5.6: Descrição de Atividade, por Silvia Elena P. Falco (Idade sugerida: 10 a 12 anos)

 

Há algum tempo fizemos uma atividade sobre esse tema - durante 4 ou 5 aulas - a idade de 10/12 anos.

1. Começamos com uma história de um dos livros creio que do Humberto de Campos (não tenho certeza), onde o autor nos conta diversas histórias da época de Jesus. A história pode ser livremente escolhida de acordo com a faixa etária, e deve contar a história de uma vida - principais fatos, características da personalidade, erros e acertos da vida, terminando com a morte do personagem. Nossa história incluía também a condição desse espírito na erraticidade, e como foi socorrido pelo Espírito que havia sido seu pai nessa existência, e era bem mais evoluído, tendo lhe sugerido uma nova existência.

2. A partir daí, agindo como se fôssemos a equipe responsável pelo planejamento da reencarnação desse Espírito, discutimos com as crianças como deveria ser a próxima reencarnação desse personagem - como deveria ser sua família, suas condições físicas, e os principais acontecimentos e/ou situações a que deveria estar exposto, durante a existência, Demos bastante enfoque à oportunidade de "aprendizado" e não ao "castigo" (a primeira tendência das crianças é sugerir situações de "castigo", foi o que observamos).

3. Em seguida, em uma grande folha de papel pardo, deitamos uma das crianças e fizemos sua silhueta; a partir dessa silhueta, a turma foi construindo um cartaz que seria o planejamento reencarnatório desse Espírito - por exemplo, o personagem fumava em sua existência anterior, por isso, nesse planejamento, teve os pulmões pintados de cinza, significando que sofreria de bronquite na infância, como conseqüência disso.

4. O cartaz focou bastante completo, com várias observações acerca de sua família, condições financeiras, dificuldades e oportunidades que teria. Aproveitamos também para falar sobre a fecundação e fases de desenvolvimento do bebê, e do nascimento - tudo levando em consideração os dois planos da existência, físico e espiritual.

O resultado foi bastante bom, as crianças adoraram o resultado do cartaz, que foi exposto durante um bom tempo para os pais e demais colegas.

 

Sugestão 5.7: Filme (Idade sugerida: 10 a 14 anos), por Rita Foelker

O Feitiço do Tempo

Rita: Esta semana assisti a um filme que não fala diretamente de reencarnação, nem chega perto desta hipótese, mas que oferece conceitos interessantes à nossa análise. Ele talvez não seja ideal para introduzir o tema, mas para ser visto depois que ele já foi estudado, ampliando a reflexão. Chama-se O Feitiço do Tempo, com o Bill Murray e a Andie MacDowell. É sobre um jornalista meio chato, arrogante, que fica revivendo o mesmo dia inúmeras vezes, até mudar seu jeito de sentir e o seu comportamento. Ele passa por diversas etapas, chega a piorar muito antes de melhorar. E uma coisa interessante é que, quando ele vê que não tem como escapar, ele começa a aproveitar o tempo para estudar música e ajudar pessoas.

É divertido para se assistir com crianças a partir de 10 anos (meu filho de 11 já assistiu 3 vezes) e com adolescentes.

 

5 a . LEI DE REPRODUÇÃO

LE – Livro III – Cap. 4

Sugestão 5 a .1: Livros

 

Mãe é mãe (Idade sugerida: 7 a 12 anos)

Uma das histórias que escrevi e ilustrei, pela qual tenho um especial carinho, é publicada pela Editora EME. Fala do relacionamento mãe e filha e de como os Espíritos fazem para renascer na Terra.

Maria(Idade sugerida: 4 a 14 anos)

Já falei anteriormente sobre o Maria. Ele traz uma atividade para turmas a partir dos 12 anos que, depois de ouvir a história, ajuda a perceber as responsabilidades e os sentimentos associados à paternidade e à maternidade.

 

Sugestão 5 a .2: Proposta de Atividade (Idade sugerida: 4 a 6 anos), por Rita Foelker

Obs.: Esta atividade pode ser feita como seqüência da 5.1 (ver tema da Reencarnação)

1. Fazer xerox ampliadas de algumas fotos do livro Querida mamãe, obrigado por tudo, de Bradley Trevor Greive, Ed. Sextante.* Pregá-las em cartazes com o título  FILHOTES e enfeitá-los. Quando as crianças entrarem, encontrarão os cartazes fixados na sala. Pergunte o que aquelas figuras têm em comum (provoque respostas além do óbvio) e deixe opinarem. Pergunte, então, por que todos os animais que conhecemos têm filhotes. E o que aconteceria, se não existissem filhotes.

2. Mostre então a foto de uma família de seres humanos. Por que os humanos têm bebês? Recorde o encontro anterior, em que falamos de Espíritos que vêem nascer na Terra. Verifique o que as crianças se lembram.

3. Entregue massinha de modelar ou argila para que cada criança, baseada no desenho que fez anteriormente (planejamento), construa um corpinho em 3D.

4. Pois bem, para nascer na Terra precisamos de um corpo. É por isso que os humanos também têm filhos, assim eles dão oportunidade dos Espíritos virem realizar aqui o que planejaram como Espíritos.

* O sentido da vida, do mesmo autor e editora, tem umas 5 fotos que também servem. Se você tiver fotos de folhinhas que mostrem famílias ou mães com filhotes, também podem ser usadas.

Sugestão 5 a .3: Proposta de Atividade (Idade sugerida: 6 a 8 anos), por Cinthia Bersonette e Rita Foelker

1. Recortar em cartolina: uma nuvem, gotinhas de chuva e flores bem coloridas. Utilizar uma fita de velcro ou fita adesiva, que será pregada em cada rrecorte, para serem fixados num painel, que pode ser feito de isopor forrado com feltro.

2.  Enquanto cantamos uma música (ver abaixo) tocada ao violão, cada criança receberá uma flor e uma gotinha para colocar no painel.

 

Reencarnação

(Anônimo)

D

No mar uma gotinha

A7

Que se evaporou

Chegando lá no alto

D7

Na nuvem embarcou

Aproveitando a chuva

D7 G

À terra ela desceu

D

E onde ela passou

A7 D

A terra floresceu.

 

O sol que some à tarde

A7

No outro dia vem

Dando oportunidade

D

De se fazer o Bem

Assim Deus faz comigo

D7 G

Me deixa renascer

D

Pra que em cada vida

A7 D

O Bem possa fazer

(Se não der para cantar, pode-se recitar a poesia da letra.)

 

3. Questões para reflexão: Como se forma a chuva? Por que ela é importante para a vida na Terra? Sem chuva, como seria? Vocês já viram como a chuva ajuda as flores a produzirem mais flores, as árvores a produzirem mais árvores? Sabem como isto acontece? E por que isto acontece?

4. Depois, entregaria a cada criança uma sementinha (isto é baseado num trabalho que minha amiga Lia Mara Sacon fez com a Parábola do Semeador). Diria para cada criança segurar a sementinha na sua mão, fechar os olhos e pensar no Bem que ela deseja semear em sua vida, neste momento. Esta semente será regada com a chuva da dedicação e do carinho. Pode haver um fundo musical com o violão. Ao terminar, todos abririam os olhos e, quem desejasse, poderia falar do que escolheu semear.

 

Sugestão 5 a .4: Proposta de Atividade (Idade sugerida: 11 a 14 anos), por Rita Foelker

Para esta atividade, precisaremos de espaço. Ela é baseada numa proposta do Instituto Kaplan (Centro de Estudos de Sexualidade Humana), mas não deve ser encarada como uma atividade de orientação sexual e, sim, de autoconhecimento.

1. Para esta aula, usaremos folhas de papel Kraft e giz de cera. Divida a turma em dois grupos que desenhem uma menina e um menino nos papéis. Pode-se usar alunos como moldes e contorná-los com giz.

2. Sentados em círculo em torno dos desenhos, os alunos poderão dizer mudanças que ocorrem no nosso organismo quando nos tornamos adolescentes. Estas mudanças serão desenhadas ou anotadas nas folhas.

3. Pergunte se gostariam de falar de alguém que conhecem e de como está passando por esta transformação (falar de si mesmo pode ser embaraçoso).  Observe que não mudamos somente por fora, nosso humor, nossos interesses, nossas vontades e emoções mudam muito, também, mas tudo isto tem uma razão de ser. Pergunte se eles sabem a razão disto acontecer com todas as pessoas.  Afinal, as mudanças que ocorrem conosco na puberdade visam tornar nossos organismos aptos a gerar filhos.

4. A reprodução é considerada pelo Espiritismo como uma Lei de Deus. A reprodução é importante? Podemos imaginar o planeta e o Universo sem esta Lei?

5. As mudanças no corpo não significam que a cabeça e o coração estejam prontos para a maternidade e a paternidade. Embora seja uma lei de Deus, não somos obrigados a fazer filhos, se não queremos ou não nos sentimos maduros. Ter ou não filhos é escolha de cada casal, a ser feita com consciência e responsabilidade.

 

6. EVOLUÇÃO

LE – questões 96 a 121, 189 a 196

Sugestão 6.1: Proposta de Atividade (Idade sugerida: 9 a 14 anos), por Rita Foelker

O que os fósseis nos revelam?

 

Parte I

 

1. Providencie livros ou figuras de fósseis e outras que mostrem a evolução de algumas espécies animais e do ser humano. Tudo isto estará espalhado pela sala. Pode haver livros sobre mesas e uma música que lembre “selva” ou “aventura”.

2. Cole a figura de um esqueleto ou fóssil num papelão, recorte e espalhe suas partes pelo ambiente. Como opção, em algumas lojas de R$1,99 se encontra um mamute de madeira para montar, cujos pedaços podem ser espalhados. (Não escolha os dinossauros, são muito complexos, OK?)

3. Deixe que a turma veja tudo, aprecie o material e, então, desafie-os a encontrar o fóssil escondido na sala.

4. Depois da descoberta e da montagem, pergunte: O que os fósseis nos revelam? Por que, podemos dizer que os animais são hoje mais evoluídos que há milhares de ano? Por que podemos afirmar que os seres humanos de hoje são mais evoluídos que um australopiteco? O que a evolução realiza nos seres homanos? Torna-os mais adaptados às condições de vida, aumenta o conforto, a praticidade e a beleza em suas vidas? Que sinais nos indicam que estamos realmente progredindo? Dialogar.

5. Pedir que os alunos tragam exemplos (figuras ou o próprio objeto) de coisas e aparelhos antigos e suas versões mais modernas no próximo encontro.

Parte II

 

1. Espalhe pela sala figuras que mostrem aparelhos antigos e modernos (Exs. Carros, toca-discos, telefones, bicicletas...).

2. Sente-se com os alunos em círculo e peça que cada um mostre o que trouxe, descreva o objeto antigo e diga o que mudou no moderno.

3. Por que será que as coisas que o ser humano constrói vão mudando com o passar do tempo? Se tudo é resultado da inteligência, quer dizer que a inteligência vai se aprimorando com o tempo? Além da inteligência, o que mais existe em nós que pode melhorar? (Comportamento? Sentimento? Moral?)

4. E os Espíritos, eles também evoluem. O que é evoluir espiritualmente? Qual é o resultado prático de tornar-se um Ser mais evoluído?

5. Atividade final: Dobradura. Escolher um modelo de dobradura compatível com a idade dos alunos e observar as etapas da transformação de um pedaço de papel em uma flor ou animal. Evolução é um processo de transformação de nós mesmos, assim como o papel se transforma em algo que desejamos. Sugestão: O livro “Borboletas” (de minha autoria, Ed. Mundo Maior) ensina a dobradura de uma borboleta. O livro “Diversão com Vermelhinho e Sua Turma (idem, Ed. Gil), traz um barco que vira. Você também pode encontrar muitas idéias no site Super Origami: www.superorigami.kit.net.

 

Sugestão 6.2: Sugestão de Livro (Idade sugerida: 10 a 14 anos), por Rita Foelker

Coleção Caminhos da Ciência

 

Publicados pela Ed. Scipione, os livros desta coleção contam a vida de pessoas que se destacaram na evolução da ciência (Marie Curie, Einstein, Thomas Edison, etc.), e — muito importante — mostram o impacto social da sua obra.

 

 

6 a . LEI DE PROGRESSO

LE – Livro III – Cap. 8

 

Sugestão 6 a .1: Proposta de Atividade (Idade sugerida: 5 a 7 anos), por Rita Foelker

Para que nascemos?

 

Obs.: Esta atividade vai aproveitar os bonecos de massinha ou argila, da Sugestão 5 a .2, sobre Lei de Reprodução.

1. Estou sugerindo a leitura e comentários sobre um livro que se chama O Bem, de Cristina Von (Coleção Jogo de Palavras - Ed. Callis). A idéia é ler o livro e conversar sobre os muitos significados da palavra BEM. Quando buscamos o nosso BEM e o BEM de quem amamos, de que bem estamos falando?... Fazer o BEM, confiar no BEM, torna nossa vida melhor?

2. Agora, vamos pegar os bonecos de massinha ou argila que fizemos anteriormente. Peça para cada criança olhar para o seu bonequinho e tentar responder o que seria o BEM para ele? É o BEM que ele pode receber? É o BEM que ele pode fazer? Como ele usaria BEM a sua vida na Terra? Ex.: Aproveitar a oportunidade para aprender coisas? Amar mais as pessoas? Quem faz o BEM se transforma numa pessoa melhor?

3. Depois, pergunte: O que acontece quando as pessoas não procuram o seu BEM e o BEM daqueles que amam? Qual é o melhor caminho para encontrar felicidade? (Procure não ser maniqueísta ou julgar, criticando a fragilidade do ser humano e sua dificuldade em seguir o caminho do Bem. Apenas procure ajudar as crianças a perceberem, através de exemplos práticos, as vantagens de nos tornarmos pessoas melhores.)

4. Vamos construir em massinha ou argila formas que representem o BEM que este bonequinho (a criança) pode fazer nesta encarnação.

 

Sugestão 6 a .2: Proposta de Atividade (Idade sugerida: 6 a 7 anos), por Adriana

EVANGELIZAÇÃO INFANTIL – NÚCLEO ESPÍRITA “O SEMEADOR”

CICLO I - FAIXA ETÁRIA: 6 A 7 anos - 13/09/2003

TEMA: LEI DE PROGRESSO

OBJETIVO INFORMATIVO: Mostrar às crianças a importância das invenções humanas para progresso da humanidade, como estas invenções melhoram a nossa qualidade de vida, tornando tudo à nossa volta mais fácil e confortável, melhorando nossa qualidade de vida. Mostrar a importância de aplicar nossa inteligência e nosso trabalho para o progresso, respeitando a lei do progresso. Falar também sobre progresso moral.

OBJETIVO FORMATIVO: Formar na criança a disposição ao uso da sua capacidade de criação, valorizando as criações humanas, sem esquecer do progresso moral.

MATERIAL: Cartelinhas com imagens de criações humanas.

1) PRECE INICIAL

2) INCENTIVAÇÃO INICIAL:

Apresentar várias imagens de criações humanas em uma caixa, pedindo que as crianças sorteiem uma cada um. Pedir que eles olhem o que sortearam, e apresentem para a classe, dizendo para que aquilo é útil, quando podemos usar, para que serve, até que os outros descubram. Exemplos: Telefone, Computador, Lâmpada, Geladeira, Fogão, Televisão, Carro, Metrô, Avião, Fogo, Roda, Rádio, Skate, Bola.

3) DESENVOLVIMENTO:

Peguntar se todos perceberam o que todas as imagens tem em comum. Perguntar quem criou tudo aquilo.

O homem. Comentar sobre quantas coisas boas o homem já criou e até hoje continua criando, para tornar sua vida melhor, mais confortável, melhorando a qualidade de vida.

Antes, tomávamos banhos em rios, depois com bacias, (com água gelada mesmo) aí, o homem inventou o chuveiro, a eletricidade, e hoje podemos tomar banho quentinho!

Deus deu ao homem o desejo constante de melhorar, que o motiva à pesquisa dos meios de melhorar a sua situação, levando-o às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da ciência, pois é a ciência que lhe proporciona o que lhe falta.

Por isso precisamos usar a nossa inteligência e nossa capacidade de trabalhar para criar coisas boas, que sirvam para melhorar nossa vida e a vida de nosso próximo.

Essa é uma lei Natural. As leis naturais são leis feitas por Deus, que servem para orientar a nossa vida. E a lei do Progresso é a que diz que o homem deve sempre caminhar adiante, crescer, progredir, tornando sua vida melhor.

Então devemos fazer tudo para progredir? Melhorar nossa vida, viver confortavelmente, só?

Não devemos esquecer também o lado moral.

Para progredirmos materialmente, precisamos de trabalho, estudo, força, perseverança, coragem, ânimo, entusiasmo e amor ao que fazemos, entre outras coisas.

Para progredirmos moralmente, precisamos melhorar nosso espírito, tirando tudo o que é ruim de nosso coração, substituindo por coisas boas, melhorando a convivência com nosso próximo, exercitando tudo o que aprendemos no evangelho.

4) ATIVIDADE: Apresentar um desenho com imagens de algumas criações humanas e alguns valores morais, ex: “Estudo”, “Amor ao Próximo”, “Casa”, “Brinquedos”, etc.

Assinalar tudo o que devemos ter na bagagem para a nossa viagem de progresso.

5) AVALIAÇÃO/FIXAÇÃO: Procurar, em recortes de revistas, jornais, etc, coisas que representem criações do homem, que são boas para a humanidade, e colar em um grande cartaz.

6) PRECE FINAL

Sugestão 6 a .3: Proposta de Atividade (Idade sugerida: 10 a 14 anos), por Rita Foelker

Jogo das virtudes na evolução

(Baseado na atividade proposta por Selma Said em seu livro "Meu Coração Perguntou", Ed. Vozes.)

Objetivo: Compreender algumas virtudes e seu papel na nossa evolução espiritual.

Material: Folha de papel Kraft, cola, tiras de papel, canetinhas, folha de questões e respostas (para o coordenador).

1) Divida a turma em duas ou três equipes e desenhe, numa folha de papel Kraft, uma escada de dez degraus para cada uma.

2) Entregue dez tiras de papel para cada equipe escrever suas respostas. As tiras devem ser da mesma altura dos degraus e largas o suficiente para caberem as palavras.

3) Explique que vamos fazer um jogo. Você dará algumas pistas para descobrir o nome de uma virtude. Cada equipe terá 20 segundos para dialogar e responder, numa palavra, a que virtude você está se referindo. Veja abaixo as dez questões e respostas:

QUESTÕES E RESPOSTAS PARA O COORDENADOR

Saber esperar nossa vez e não ficar irritado quando as coisas demoram são mostras desta virtude. Como se chama? PACIÊNCIA

Ajuda-nos a colocar idéias em ação e faz com que nos sintamos úteis. Tudo - os livros, as casas, a comida, as invenções - é fruto dele. O que é, o que é? TRABALHO.

Dar a cada um segundo suas obras e seu merecimento faz parte desta virtude. Qual é ela? JUSTIÇA.

Saber agradecer pelo que temos e recebemos todos os dias é o significado desta virtude. Como se chama? GRATIDÃO.

Feita de palavras e ações, é a virtude que nos pede para cumprir nossos deveres e promessas. Quem a possui faz sempre o melhor possível. Qual é ela? RESPONSABILIDADE.

Quem ajuda, estende a mão a quem precisa, põe em prática esta virtude. Qual é ela? CARIDADE.

Transparente e sincera, não finge nem inventa de ser o que não é. Quem é? SIMPLICIDADE.

Estabelecer objetivos e levá-los a sério, fazendo o que for necessário para atingi-los, sem desanimar, fazem parte desta virtude, que é a ... DISCIPLINA.

Aceitar um desafio ou resolver um problema? Quem possui esta virtude não tem medo de enfrentar dificuldades. O que é, o que é? CORAGEM.

Querer bem e gostar são parte de um sentimento que faz a vida valer a pena, e que se chama... AMOR.

4) As respostas corretas serão coladas na escada, começando de baixo para cima. As respostas erradasnão serão usadas. Vence a equipe que chegar mais alto.

5) Peça para um representante de cada equipe desenhar uma "pessoinha" no degrau onde conseguiram chegar.

6) No final, equipe vencedora irá abraçar os demais jogadores.

7) Diálogo: Olhando para estas escadas, podemos compreender um pouco como é que os Espíritos evoluem moralmente. Quanto mais virtudes conquistamos para nosso coração, significa que mais evoluímos. Mas não basta tê-las, é preciso agir com elas e sempre aprimorá-las...

8) Opção: a equipe que se lembrar das virtudes que faltaram na sua escada e escrever numa folha separada, ganhará um ponto extra.

 

Sugestão 6 a .4: Texto (Idade sugerida: 10 a 14 anos)

O Guerreiro da Luz

Todo guerreiro da luz já ficou com medo de entrar em combate.

Todo guerreiro da luz já traiu e mentiu no passado.

Todo guerreiro da luz já trilhou um caminho que não era dele.

Todo guerreiro da luz já sofreu por coisas sem importância.

Todo guerreiro da luz já achou que não era guerreiro da luz.

Todo guerreiro da luz já falhou em suas obrigações espirituais.

Todo guerreiro da luz já disse sim quando queria dizer não.

Todo guerreiro da luz já feriu alguém que amava.

Por isso é um guerreiro da luz; porque passou por tudo isso, e não perdeu a esperança de ser melhor do que era.

(do livro MANUAL DO GUERREIRO DA LUZ; de Paulo Coelho)

 

6 b. LEI DE CONSERVAÇÃO

LE – Livro III – Cap. 5

A Lei de Conservação é aquela que faz com que todos os seres busquem a preservação da própria vida. Ela aparece aqui, ao lado da Lei do Progresso, porque praticamente todos os progressos que o ser humano realiza são uma tentativa de sobreviver, de viver com mais conforto ou de prolongar a própria vida.

Creio que o enfoque da lei de conservação precisa levar em conta o valor da vida e da dignidade humana. A busca da saúde e a preservação do meio ambiente são assuntos relacionados e também importantes.

 

Sugestão 6 b .1: Proposta de Atividade (Idade sugerida: 4 a 7 anos), por Rita Foelker

Material: Figuras ou fotos mostrando uma plantinha com as folhas murchas, um bebê chorando, uma criança com um machucado, uma casa caindo, um rio cheio de sujeira, etc.; duas cartolinas, revistas e cola.

1. Mostre as figuras uma a uma, pausadamente, e vá perguntando do que aqueles seres e lugares precisam. O que acontece quando não cuidamos das coisas, dos animais e das pessoas?

2. Peça para as crianças ajudarem a fazer um cartaz usando aquelas figuras, onde elas também podem colocar seus desenhos e sua criatividade.

3. Pesquisa em revistas: Em seguida, vamos procurar exemplos da planta, do bebê, da criança, da casa e do rio, só que bem cuidados. Com estas figuras, montaremos o cartaz número 2.

4. Fixe os dois cartazes para serem apreciados. Em qual situação as pessoas são mais felizes? Como elas vivem melhor e com mais saúde? É importante reconhecer o valor das pessoas, da Natureza e das coisas e um jeito de valorizar tudo isto é cuidando bem.

5. Cuidar do Corpo e do Espírito: Faça um jogo da "batata-quente" em que as crianças , numa primeira etapa, falem dos cuidados com o seu corpo (higiene e saúde) e, numa segunda etapa, proponham cuidados importantes para o Espírito ficar bem e feliz. Depois, pergunte por que passamos a batata quente tão rápido e se isto também faz parte da Lei de Conservação.

 

Sugestão 6 b .2: Descrição de Atividade (Idade sugerida: 4 a 10 anos), por Lúcia Fontes.

Lúcia: Lendo as sugestões dos colegas, lembrei que fizemos no começo do ano uma aula que tratava da reciclagem. Fizemos quatro quebra-cabeças de papel - escrevemos em cartolina (A4) os textos a seguir, um em cada folha de cartolina de quatro cores diferentes, e depois recortamos a folha para fazer as peças do quebra-cabeça.

Tempo de decomposição do papel: 3 meses.

O que acontece na reciclagem?

Detergentes e solventes retiram a tinta. As impurezas são removidas com uma série de lavagens. O papel se transforma numa pasta, que é misturada com cloro, que a deixa branca. É reaproveitada depois de secar.

Para fazer uma tonelada de papel, são derrubados 20 eucaliptos, que demoram sete anos para crescer.

Tempo de decomposição do plástico: mais de 100 anos.

O que acontece na reciclagem?

São cortados em pequenos pedaços e derretidos junto com resina de petróleo.

Tempo de decomposição do metal: 10 anos.

O que acontece na reciclagem?

Todas as latinhas de alumínio são prensadas e misturadas em fornos com o metal bruto.

Para cada tonelada de alumínio, são retiradas da terra quatro toneladas de bauxita.

Tempo de decomposição do vidro: 4 mil anos.

O que acontece na reciclagem?

São moídos antes de se transformarem em novos copos, garrafas e embalagens. Não se pode fazer isso com espelhos e lâmpadas porque a sua composição química não permite.

A reciclagem de vidro reduz em 32% o consumo de energia em relação à produção de vidro novo.

Misturamos as peças dos quebra-cabeças e formamos quatro envelopes com peças (de todas as cores). Dividimos a turma em quatro equipes e demos um envelope para cada uma. Elas tiveram que perceber que só poderiam formar a página se optassem por uma das cores e trocassem com as outras equipes as peças de outras cores que estavam em cada envelope. Depois que cada equipe se achou com uma cor de papel, começaram a juntar as peças e colar numa folha de sulfite. Então, cada equipe leu o que estava escrito no seu quebra-cabeça montado e conversamos sobre a importância da preservação da natureza e da reciclagem. Nossa turma é de crianças de 4 a 10 anos e eles gostaram muito!!!

Rita: Só para incrementar, estou dando duas sugestões: A primeira, é que a gente use nos papéis ou na impressão dos textos as cores dos recipientes de material reciclável. A segunda é que as folhas tenham figuras. Ex. A que fala de metal tem latinhas e outros objetos metálicos, a que fala de plásticos tem potes e embalagens, etc.

Complementaríamos conversando sobre porque é importante conservar os recursos naturais e o que significa a Lei de Conservação.

 

Sugestão 6 b .3: Jogo da Conservação (Idade sugerida: 7 a 14 anos), por Cinthia Bersonette e Rita Foelker

Material: Jogo de trilha em tamanho gigante, formado com quadrados ou retângulos de colorset (Formato: A4, ½ ou ¼ de A4, dependendo do material disponível e do espaço que se tem) com cores variadas para cada tipo de casa.(*)  Ex.:

Casas comuns: Verdes

Casas com tarefas: Azuis

Casas com perguntas: Rosa

Casas-placas: Amarelas

As casas comuns (verdes) não teriam nada escrito.

As casas com tarefas (rosa), trariam dizeres como:

- Mostre um exercício físico bom para a saúde e avance 3 casas.

- Jogue o plástico no recipiente certo (haveria caixas de cada cor de lixo reciclável) e avance 3 casas.

- Acerte o lixo no cesto e avance 2 casas.

- Dê exemplos de 3 frutas com a letra M e avance 2 casas.

- Dê exemplos de 3 verduras que se podem comer cruas e avance 2 casas.

- Diga 2 formas importantes de cuidar dos dentes e avance 3 casas.

- Diga 1 tipo de fonte renovável de energia e avance 3 casas.

- Etc.

As casas com perguntas (azuis) teriam os dizeres: “Responda corretamente a avance 3 casas”. O educador teria uma relação de perguntas previamente formuladas, baseadas no capítulo da Lei de Conservação, de O Livro dos Espíritos. Os alunos poderiam ser orientados para ler este capítulo, na aula anterior, como forma de se prepararem para a atividade.

As casas-placas (amarelas) devem ser lidas em voz alta cada vez que se passar por elas. Quem passar pela placa sem ler voltará ao início do jogo. Elas trarão dizeres como:

- Escove muito bem os seus dentes.

- Coma verduras e legumes.

- Proteja a Natureza.

- Diga NÃO às drogas.

- Fumar prejudica a saúde.

- Jogue o lixo no lixo.

- Não deixe seu lixo na praia.

- Mantenha suas unhas limpas e cortadas.

- Cuide bem das plantas e animais.

_ Não jogue lixo pela janela do carro, manter saquinho dentro do carro.

- Use sempre o cinto de segurança.

- Etc.

 

As casas do jogo seriam distribuídas pelo chão cada vez de um jeito, de modo que nunca ficasse igual. Haveria também um dado ou roleta de números que cada aluno usaria para jogar. Cada aluno escolheria um objeto para ser seu peão, que poderia ser tampa ou embalagem plástica. Como em todo jogo de trilha, vence quem chegar primeiro ao final.

Depois de jogar, perguntaríamos o que é conservação, porque este jogo se chamava jogo da conservação, por que ela é importante e o que acontece com as pessoas quando elas desrespeitam esta lei.

(*) Sugestão da amiga da Cinthia para o tabuleiro: Abrir caixas de leite longa vida sem rasgar e usar com a parte cinza para cima. Os retângulos poderiam ser ou não unidos uns aos outros por barbante.

 

7. LIVRE ARBÍTRIO

LE – questões 122, 123, 258, 259, 262, 266, 843 a 850, 860, 872, 595, 833 e 835

Todos os Espíritos são dotados de livre arbítrio, que é a capacidade de escolher, decidir, optar sobre o que desejam pensar e fazer.

O livre arbítrio é desenvolvido através da evolução.

Nas fases iniciais de sua evolução, os Espíritos não têm condições para discernir e, por isso, são guiados por Espíritos superiores, assim como fazemos com as crianças. Na proporção em que se desenvolvem, passam a fazer escolhas que são limitadas às suas necessidades, ampliam seu discernimento e melhor usam o seu livre-arbítrio.

Recebendo variadas influências de encarnados e de desencarnados, ora escolhem “bem”, ora escolhem “mal”, cedendo ou resistindo, segundo sua vontade e sua lucidez no momento analisado.

Na vida física, os Espíritos usam seu livre-arbítrio em decisões que surgem naturalmente nos seus afazeres e responsabilidades. Os mais maduros têm capacidade de decisão mais oportuna e previdente; os menos adiantados erram mais e não observam as necessidades futuras.

Na vida espiritual, os Espíritos usam seu livre-arbítrio para pensar, agir e se relacionar. Aqueles que atingiram um certo grau de adiantamento começam a fazer escolhas quanto à linha mestra de sua próxima encarnação, pois podem avaliar seu passado e verificar o que necessitam no futuro.

O Espiritismo nos ensina que temos livre-arbítrio e que não existe “natureza má”, um arrastamento irresistível às mas escolhas. Nossas escolhas anteriores e atuais é que determinam como estamos, interna e externamente.

(Resumo baseado no Curso de Princípios Doutrinários do Espiritismo – Grupo CEM).

Sugestão 7.1: Livros (Idade sugerida: 4 a 7 anos), por Rita Foelker

Maria Vai-com-as-outras

Este gracioso livro escrito e ilustrado por Sylvia Orthof e publicado pela Ed. Ática conta a história de uma ovelha que sempre seguia o rebanho, até o dia em que as opções do rebanho não lhe pareciam mais tão boas assim e ela resolveu fazer o que lhe dava vontade.

Sugestão: Conversar sobre a capacidade que temos de escolher o que é melhor para nós e que, se a temos, não podemos deixar de usar. Perguntar se existem pessoas que são como Maria-vai-com-as-outras e quais os possíveis motivos que elas têm para ser assim. Escolher é fácil ou difícil?

Se Téia não fosse um Espiritozinho

Escrito por Helena Maurício Craveiro Carvalho e editado pela LAKE, este livro conta a história de um Espírito que decide renascer. Ele pode ajudar a refletir sobre coisas que escolhemos antes de encarnar e outras que escolhemos quando encarnados. O que pode ser mudado. O que permanece como está?

 

Sugestão 7.2: Descrição de Atividade (Idade Sugerida: 9 a 12 anos), por Silvia Elena P. Falco.

Silvia: Rita, acabamos de tratar desse tema - Lei de Liberdade, livre arbítrio - e também usei esse livro que citou, o Maria-vai-com-as-outras.

Mas, antes dessa história, já havíamos discutido bastante o conceito de liberdade, e montamos um grande cartaz com "o que podemos escolher" e o que "não podemos escolher". Nessa idade, as escolhas dependem muito dos pais, e algumas crianças têm mais liberdade que as outras, conversamos sobre isso também (o que fazer para conquistar mais liberdade). Levei para a turma a poesia da Cecília Meireles, Ou Isto ou Aquilo?, que serviu para ilustrar a dificuldade que temos em escolher o melhor muitas vezes.

Na seqüência usei uma dinâmica do seu livro 30 Atividades... - vol. II - Laços - um pouco adaptada:

- Escrevi em alguns cartões coloridos diversas ações: pular em um pé só, esticar-se, agachar, ficar sentado, etc. Deixei que cada criança escolhesse um cartão.

- Em seguida, amarramos o barbante ao redor da cintura de cada um. Em círculo, cada um foi executando a ação que havia escolhido.

- Em seguida, passei a amarrá-los uns aos outros: dois a dois, quatro a quatro, até que todos estivessem presos. Nesse ponto, ficou bem difícil executarem suas ações.

- Em seguida passamos à discussão: nossas escolhas afetam as pessoas a quem estamos ligados, assim como as escolhas delas nos afetam; temos o poder de escolher (livre-arbítrio), porém na atual fase ele é relativo (só podiam escolher entre as ações que eu previamente havia preparado).

- Separadas em grupos, as crianças montaram um cartaz com o tema "Liberdade". A história da Maria-vai-com-as-outras foi usada em uma outra aula, para falarmos um pouco sobre costumes sociais (seqüência da Lei de Liberdade) e como a opinião dos outros influencia nossas escolhas.

Todas essas atividades foram trabalhadas em três aulas, com uma turma de 9 a 12 anos.

Espero que aproveitem...

 

7 a . LEI DE LIBERDADE

LE – Livro III – Cap. 10

Vou dizer como eu entendo este tema, em relação ao da semana anterior.

O livre arbítrio é uma faculdade que precisamos perceber em nós, tomar consciência de que temos. A idéia de usar o filme Matrix Reloaded (dada pelo Rogério) ou outra história que dê margem a modificações a partir de escolhas diferentes ajuda a tomar consciência disto, porque a maioria de nós vive como se fosse um ser programado pela cultura, pela sociedade e até pelo planejamento reencarnatório.

Tenho uma HQ do Chico Bento chamada Múltiplas Opções (do gibi nº 229, Ed. Globo) que algumas pessoas do Grupo conhecem, onde as opções ficam claras, pois fazem parte de nossa vida a cada minuto. No 25 Atividades... (que está quase saindo), coloquei um trabalho parecido usando a história da Raposa e o Lenhador, só que analisando as emoções presentes e a possibilidade de mudar seu desfecho.

Já a Lei de Liberdade traz uma visão moral do uso desta faculdade que, em princípio, é amoral, como a mediunidade e a inteligência. Como usar a liberdade para ser feliz? – Esta é uma questão moral.

A vida é necessária para que uma pessoa exista – escreveu Dalmo Dallari. Mas liberdade é fundamental para uma pessoa se sentir viva. A vida sem o reconhecimento da liberdade e do livre-arbítrio é uma história sem graça, uma cena sem cores.

Reconhecer que podemos, usando nossa liberdade, construir nossa felicidade e estar com quem amamos, acrescenta uma nova dimensão aos nossos atos, e é esta dimensão que precisamos ajudar nossos alunos a perceberem.

 

Sugestão 7 a .1: Proposta de Atividade (Idade Sugerida: 8 a 12 anos), a partir das contribuições de vários participantes do Grupo.

1. As crianças estão sentadas em círculo e, no meio, há uma caixa com objetos que podem ser de verdade ou brinquedos. Esta caixa está coberta por um pano de modo que não se vê o que há dentro.

2. O jogo começa com uma figura, que pode ser uma foto de revista ou ilustração de livro, sorteada entre diversas (pro jogo ficar bem diferente, cada vez que é jogado). O coordenador mostra a figura e explica que nosso objetivo como grupo é criar a melhor história que pudermos e que cada um contribuirá com um pedacinho. A criança à direita inicia, com base na figura. A próxima criança pode continuar  a história simplesmente ou pode se levantar e ir ao centro sortear um objeto. Se ela escolher sortear, este objeto tem que estar presente na seqüência da história que ela vai criar.

3. Se a história “empacar”, o coordenador pode oferecer a outro participante a oportunidade de ajudar o coleguinha, dando a ele uma idéia para continuar.

4. Quando o jogo der uma volta e retornar ao coordenador, ele faz uma parada. Agora é momento de comentar sobre os fatos da história. Quais representaram escolhas boas e a quem estas escolhas fizeram bem. Quais foram escolhas ruins com resultados ruins. Vamos perguntar se as pessoas sempre têm escolha e o que pode atrapalhar nossa capacidade de escolher.

(Para a turma de 11/12 anos, você pode propor uma análise do próprio jogo: onde ele nos deixava livres e onde tínhamos que seguir regras. Seguir regras é deixar de ser livre? Ou seguir as regras também é uma escolha? Quais as vantagens das regras? Como seria um jogo sem regras? Havia a opção de ajudar e ser ajudado. Ajudar e ser ajudado é uma escolha? Ou uma obrigação?)

5. No final, as crianças recebem uma folha onde aparecem as várias horas do dia com espaços em branco à frente. Para ficar mais legal, podem ser desenhados reloginhos ou usados aqueles caracteres especiais do computador (Wingdings - ·¸¹...) Diga para as crianças imaginarem que aquele é um dia na vida delas e escolherem o que vão fazer para ter um bom dia. Pergunte o que é importante para ter um dia feliz, quanto isto depende de nós...

 

Sugestão 8.2: Livro e Proposta de Atividade (Idade sugerida: 12 anos em diante)

Liberdade & Outros Temas

Arquimedes (Espírito), oferece neste livro (com Rita Foelker, Ed. Gil) a possibilidade de refletir sobre temas fundamentais como liberdade, verdade, justiça e amor.

Proposta: Poderíamos recriar o diálogo intitulado Liberdade na classe, uma espécie de leitura dramática e, depois, comentar pontos que chamaram a atenção do grupo. Creio que os adolescentes apreciariam...

 

8. CAUSA E EFEITO

LE – questões 261, 263 a 265, 269, 270, 273, 373, 393, 398, 862, 998, 1004, 1006

 

Sugestão 8.1: Proposta de atividade (Idade sugerida: 7 a 10 anos), por Rita Foelker

Material: uma caixa de papelão sem o fundo, um retângulo de papel colorset ou duplex verde (do tamanho do fundo da caixa), papéis amassados, palitos de sorvete e pirulito, papéis de bala e chiclete saco plástico (se for saco de lixo pequeno, melhor ainda) e muitas flores de dobradura ou crepon.

1. Arrume previamente sobre a mesa o papel verde e a caixa de sapatos sem fundo. Comece a contar a história de uma pracinha que você conhece onde muitas crianças brincam, onde muita gente passa e onde todos jogam lixo no chão. Vá falando das pessoas e jogando o lixo correspondente dentro da caixa, ex: Lucas passou chupando picolé e, quando terminou o sorvete, jogou o papel e o palito no chão. Neste momento do conto, as crianças não estarão vendo o interior da caixa, só você. Quando terminar, pergunte quem quer ver como a pracinha ficou, no final do dia. Só então levante a caixa e mostre a sujeira.

2. Depois, continue a história: Um dia, porém, surgiu na praça uma turminha que precisava fazer um trabalho de escola. O trabalho devia propor alguma coisa para melhorar a comunidade em que viviam. E as crianças resolveram limpar a praça. Chegaram cedo com vassouras e sacos de lixo e foram catando todo o lixo espalhado (o que você irá fazendo, enquanto narra esta parte). Coloque a caixa de volta, escondendo a pracinha e conte que as crianças acharam a praça muito sem vida. Então, cada um foi à sua casa e trouxe uma mudinha de flor. João trouxe uma mudinha de flor vermelha (dizendo isto, coloque uma flor vermelha na praça)... Aninha trouxe várias mudas de flores amarelas... E assim, vá enchendo a pracinha de flores.

3. Conte que, enfim, a pracinha ficou muito diferente, muito mais bonita. Levante, então, a caixa e mostre a pracinha cheia de flores.

4. Eles, então, pensaram em confeccionar plaquinhas com dizeres como: Lugar de lixo é no lixo, Mantenha a pracinha limpa, Não pise na grama. Só que não tiveram tempo. Entregue cartolinas pequenas para que seus alunos confeccionem estas placas. Converse então sobre cada placa e suas possíveis conseqüências.

 

 

Sugestão 8.2: Proposta de Atividade(do livro “25 Atividades de Educação Emocional e Intuitiva e um Teatro de Dedoches”, Ed. Gil)

Fato Importante

 

TIPO DE ATIVIDADE: Escrita

I. S.: A partir dos 7 anos

OBJETIVO: Observar relações de causa e efeito em nossas vidas.

MATERIAL:

Folhas com o gráfico ao lado

(2 por criança) e lápis para todos .

COMO APLICAR:

1. Peça para cada criança lembrar um fato importante de sua vida, quando foi e quantos

anos tinha na ocasião. Peça que ela escreva sobre ele ou desenhe no triângulo central.

2. Depois, peça para cada criança lembrar quais acontecimentos anteriores levaram a ele.

Isto será escrito no triângulo da esquerda.

3. Quando terminarem, peça que se lembrem das conseqüências do fato central e

escrevam ou desenhem no triângulo da direita. Pondere um pouco se causas e

consequências foram boas ou ruins e por quê.

4. Para que coisas bacanas aconteçam em nossas vidas, é preciso criar condições.

Entregue uma nova folha e diga a cada criança que pense em algo que seria bom que

acontecesse em sua vida. Isto será escrito ou desenhado no triângulo central da nova folha.

5. Em que isto melhoraria a sua vida? Escrever ou desenhar no triângulo da direita.

6. O que você pode fazer para que tudo isto aconteça? Escrever ou desenhar no triângulo da esquerda.

 

Sugestão 8.3: Proposta de Atividade(Idade Sugerida: 7 a 10 anos), por Rogério Sanches da Silva

Objetivo: Deixar que as crianças pudessem, através de seu próprio raciocínio, entender os sentidos das palavras Causa e Efeito.

Material: 2 jogos de dominó, 4 tubinhos de guache, pincel pequeno,  copo plástico com água, lousa, giz, apagador e 0 folhas de papel.

Atividade

1.Divida a turma em dois grupos

2. Fale que hoje vamos participar de uma competição entre grupos, referente a quatro brincadeiras, quem acertar mais, é o vencedor.

Primeira brincadeira

Começar com a brincadeira da forca-frase, usando as palavras Causa e Efeito

Obs: Após o jogo pergunte se alguém sabe o que é Causa e Efeito.

Segunda brincadeira

Distribua um jogo de dominó para cada Grupo.

Diga que eles irão montar uma peça atrás da outra, deixando o espaço, que para quando uma peça tocar na outra possa derruba-la. Vence o grupo cuja ultima peça cair primeiro, sendo dada a partida ao mesmo tempo.

Obs: Após o jogo, comentar com o grupo o que eles estão vendo no chão, seria a Causa ou o Efeito? E realmente explicar o sentido da palavra.

Terceira brincadeira

Utilizar a lousa, ir ao final da lousa e desenhar um relógio.Falar para os Grupos que eles terão que encontrar a Causa Primeira (Primaria) daquele relógio.Ganha o grupo que chegar à Causa Primeira.

Obs: Se sempre formos questionando a causa de cada causa apontada, eles chegarão até Deus. O desenho de trás para frente ajuda o Raciocínio, por isso o desenho do relógio é feito no final da louça, para podermos ir desenhando cada causa que eles falarem.

Quarta brincadeira

Jogo do guache. Entregar a cada grupo 04 tubinhos de guache (amarelo, azul, verde, vermelho), o copo com água para limpar o pincel e 5 folhas de papel. Explicar que eles terão 05 minutos para misturar as cores na folha. Vence aquele que formularem mais cores, mas também precisam falar a cor, para não formularem à toa.

Obs: Perguntar a eles se o que está na folha é Causa ou Efeito. Talvez nessa última atividade, você já possa perceber se eles compreenderam o que é a Causa e o que é o Efeito.

 

Sugestão 8.4: Texto (Idade Sugerida: a partir dos 7 anos)

O Carvão

Autor desconhecido

Um menino vivia dizendo a respeito de um colega:

"Desejo tudo de ruim para ele. Quero matar esse cara!"

Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:

- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito isso! Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:

- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amigo, Juca, e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou. O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra.

O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:

- Filho, como está se sentindo agora?

- Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:

- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Só se conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então, lhe diz ternamente:

- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você.

- O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

Cuidado com seus pensamentos; eles se transformam em palavras.

Cuidado com suas palavras; elas se transformam em ações.

Cuidado com suas ações; elas se transformam em hábitos.

Cuidado com seus hábitos; eles moldam o seu caráter.

Cuidado com seu caráter; ele controla o seu destino.

 

8 a . LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE

LE – Livro III – Cap. 11

Reflexão

Quando os pais são justos, os filhos se sentem amados. Quando os pais são injustos, os filhos se sentem desamados. Penso que a justiça de Deus é a maior prova do seu amor por nós.

Vejo a lei de amor estreitamente relacionada à idéia de justiça.

É o amor que impede a Lei de Justiça de funcionar como a Lei de Talião.

Então, quando recebemos os efeitos das causas causadas por nós, não há nisto dureza ou rigidez da lei mas, sim imparcialidade e misericórdia. Temos o tempo para revisar nossa atitude, temos ajuda espiritual para melhor entender o que fizemos e tudo visa aprendizagem, jamais mera punição.

Creio que este tipo de enfoque, se dado ao tema, ajudaria  a concluir e compreender melhor o anterior (Causa e Efeito).

 

Sugestão 8 a .1: Descrição de Atividade e Sugestão de Livro (Idade sugerida: 04 a 10 anos), por Rita Foelker

A Margarida Friorenta

Esta atividade foi apresentada, pela primeira vez, a um grupo de pais e crianças do G. S. Eurípedes Barsanulpho, de Campinas/SP.

Foi usado um texto para teatro encontrado na internet, adaptado do livro A Margarida Friorenta, de Fernanda Lopes de Almeida (Ed. Ática). Na verdade, eu mesma fiz adaptações também, mas a mensagem do texto ficou intacta.

Criei personagens e outras peças, usando técnicas de dobradura, pintura e teatro de varetas.

Personagens: Ana Maria, Moleque (um cachorro), Borboleta e a Margarida (num vasinho).

Objetos de cena: Representação da noite, casaco e cachecol (que usei no lugar da casinha, do texto original) para a Margarida. Veja as figuras:

Procedimento:

1. Li e reli a história para apreender a seqüência, mas não me preocupei em decorar.

2. Antes de iniciar, dispus todos os objetos sobre uma mesa. Eu os pegava quando chegava seu momento e assim contei a história toda.

3. A história termina com Ana Maria dizendo que o frio da Margarida não era frio de casaco, não!, e deixa um suspense no ar. Perguntei, então, a todos que frio era este que a Margarida sentia. As respostas foram: solidão, falta de carinho, falta de atenção.

4. Iniciei, então um diálogo propondo que, então, nem tudo na vida era resolvido com coisas materiais (casaco, cachecol), e que de vez em quando podemos sentir falta de coisas imateriais. Às vezes, as pessoas sentem um frio na alma... precisam de atenção, carinho, companhia. O diálogo prosseguiu com grande participação e entusiasmo das crianças. Os adultos estavam visivelmente contentes.

5. Disse que, às vezes, podemos ter pessoas com o mesmo frio que a Margarida sentia pertinho de nós. Então, convidei cada presente a olhar a pessoa ao seu lado. Será que ela precisa de um carinho? Então propus que cada um escolhesse se queria dar um abraço ou um beijinho na pessoa ao seu lado.

6. Agora, vamos olhar para o outro lado, para alguém que não olhamos. Ele(a) também quer um abraço ou um beijinho. Perguntei então se sentiam que havia mais calor na sala. A modificação no ambiente era visível.

7. Aqui terminou nossa atividade. Mas a proposta para o estudo da Lei de Justiça, Amor e Caridade é observar que todas as pessoas precisam de Amor, que todos querem e precisam se sentir queridos, respeitados e amados para serem felizes.

 

Sugestão 8 a .2: Descrição de Atividade e Sugestão de Livro (Idade sugerida: 10 a 12 anos), por Silvia Elena P. Falco

 

Parte I

 

- Começamos com o "Jogo da Crueldade" (pede-se que cada criança escreva em um papel seu nome e uma tarefa para alguém do grupo realizar; recolhe-se os papéis, e então diz-se que houve um engano com as regras, e que quem vai realizar a tarefa é quem as escreveu).

- Em seguida, fizemos uma "forca-frase" com o que podemos aprender com esse jogo: "Não fazer aos outros o que não queremos que nos façam" ( ou "Fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem por nós" - eu particularmente gosto mais desta, pois é mais positiva).

- A partir dessas atividades, dialogamos sobre a frase, chegando à conclusão de que esse é o significado de "CARIDADE".

 

Parte II

 

- Na aula seguinte, conversamos mais um pouco a respeito do que seria caridade. Então, separados em grupos, entreguei uma relação de frases (coloco algumas abaixo) para que separassem quais representam caridade, e quais não.

 

Hoje separei umas roupas que não me serviam mais para doar a uma instituição.

Meu pai saiu da padaria e viu um mendigo. Voltou e lhe comprou um litro de leite.

Minha mãe contribui todo mês para a Obra Social Célio Lemos.

Minha mãe tem ido costurar enxovais para as mães do Projeto Bem me Quer.

Minha mãe sempre exagera no meu lanche... por isso eu reparto com meu amigo quando ele não leva.

Ontem à noite na minha prece pedi que Deus ajudasse as crianças que passam fome na África.

Minha avó estava triste; resolvi então sentar e conversar um pouquinho com ela.

Apesar de termos uma empregada em casa, não deixo minhas coisas espalhadas pelo quarto.

Minha avó ficou doente e minha mãe estava muito preocupada. Comportei-me bem durante a semana para não preocupá-la ainda mais.

Meu pai chegou nervoso em casa e gritou comigo. Fiquei triste, mas não respondi, porque percebi que ele teve um péssimo dia no trabalho.

Fui almoçar na casa da Tia Maria; ela fez uma comida meio esquisita mas mesmo assim eu comi e agradeci.

Meu amigo não estudou para a prova e eu passei cola pra ele.

Meu amigo “matou” aula e, quando a mãe dele me ligou eu confirmei a história que ele tinha contado.

Ontem ajudei o Joãozinho a sacanear o Pedro Paulo.

O cachorro do vizinho estava com medo de descer a escada e eu dei um “empurrãozinho” nele.

 

Com o diálogo que se seguiu, pudemos discutir várias questões: quais as ações são realmente caridade? Quais são caridade material e caridade moral? Quais ações são mais difíceis, e quais têm mais mérito? O que é mais fácil, dar uma roupa que não usamos mais ou um pouco de atenção? Há necessidade da caridade material? etc...

 

- Para encerrar essa aula, usamos uma dinâmica do livro "Trinta Atividades..." da Rita, (n. 18 - é uma sensibilização, para tentar sentir o que o colega está sentindo) - a proposta era: como vamos saber o que o outro realmente precisa, se de atenção, comida, carinho, etc...? e a dinâmica foi dada como um instrumento para reconhecer essa necessidade.

 

Parte III

 

- Para encerrar o tema, falamos de um exemplo de pessoa caridosa - Francisco de Assis - estudando sua biografia, principalmente algumas histórias bastante interessantes, como o sermão às aves, e a história do lobo, entre outras (pesquisando pela internet o material é imenso); usei um livro da Dora Incontri (é lindo!!) "Francisco, o Pobre Rico de Assis", que conta sua história em versos. As crianças fizeram desenhos sobre sua história, usando lápis aquarelável e papel canson. Na próxima semana, será apresentada a poesia em forma de jogral, em nossa festa de encerramento - depois conto para vocês como foi.

 

Observação: Ah, minha turma tem entre 10/12 anos... A aula com as frases foi usada por um outro evangelizador na turma de 9/10 anos, das quartas-feiras, e depois fizeram pequenas "esquetes" representando as cenas narradas nas frases - as que representavam caridade. Também ficou muito bom.

 

Sugestão 8 a .3: Texto (Idade Sugerida: a partir dos 12 anos)

 

Conhecer o amor

Calunga/Rita Foelker

 

As pessoas têm a noção do amor que receberam. Por isso, o amor é tão difícil de definir. E é por isso que eu quase não falo de amor, porque você vai pegar minha fala e colocar na sua experiência, que não é a minha, e que pode modificar a interpretação das minhas palavras.

Veja, quando eu digo “livro”, eu tenho a possibilidade de mostrar um livro ou de descrever com palavras que têm o mesmo significado para mim e para você. Mesmo que o livro que eu tenha na cabeça não seja idêntico ao que você tem, a gente consegue se entender a respeito do que é um livro.

Mas não é assim quando se fala de amor.

Porque o amor que eu conheço é aquele que se expressa na justiça das leis da vida, na beleza da Criação, nas chances de recomeço ofertadas a cada reencarnação. O amor que eu conheço é o dos amigos que me têm em alta consideração, que me acarinham e que me respeitam, que me perguntam o que está acontecendo quando eu fico muito sério ou quando eu choro.

O amor que eu conheço é aquele que eu me dou quando respeito meus limites, aceito meu cansaço, acredito na minha competência, faço tudo o que gosto com muito gosto...

Mas, e você, minha filha, qual é o amor que você conhece? Qual é o amor que você vem recebendo da vida, dos seus pais, do seu amado? Como é que este amor te trata?

As pessoas têm a noção do amor que receberam. Quem recebeu amor possessivo desenvolve o amor-posse. Quem recebeu amor-carinho se torna carinhoso.

Quem recebeu amor-respeito aprende a respeitar, mas quem recebeu amor-desrespeito nunca sabe o seu lugar.

Quem recebeu amor-confiança aprende a confiar, mas quem recebeu amor-desconfiança mais prefere se guardar.

Eu sei que no amor verdadeiro, um dia, você vai chegar. Por isso, comece sinceramente a muito se gostar. O efeito do auto-amor muitas pistas vai te dar, sobre o amor que pode alcançar.

 

 

 

A educação da alma é a alma da educação.

(André Luiz)